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YogaProjection

Mantenha o Eu, o Yoga adapta-se. ∞ Keep the Self, Yoga adapts.

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Mantenha o Eu, o Yoga adapta-se. ∞ Keep the Self, Yoga adapts.

Yoga no dia-a-dia #2

Paro muitas vezes ao dia. Sou mandriona ou conscienciosa?

 

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Tenho andado, nas últimas duas semanas, a aprender sobre Yoga restaurativo.

 

Se as primeiras referências ao Yoga restaurativo são atribuídas a B.K.S. Iyengar, que compreendeu a importância do uso de acessórios para auxiliar os alunos na execução das posturas de Yoga, terá sido Judith Lasater, uma sua discípula, a desenvolver um método inovador que consiste numa prática de posturas passivas do Yoga, envolvendo o aluno em acessórios. Esta prática, tem o fim último de ajudar o praticante a alcançar o relaxamento profundo, com proteção, conforto e o mínimo de esforço possível. Miila Derzett, discípula de Lasater, criou posteriormente o método restaurativo, em muito inspirado no método Relax and Renew da norte-americana Judith Lasater, mas incluindo o toque, com intenção de reestruturar laços a partir do afecto, e o diálogo após a prática, com presença e acolhimento.

 

É muito comum, nos dias que correm, revestirmos o descanso e o ócio de caráter negativo, associando-o à preguiça, desmotivação e mandriice. Assim, mantemo-nos acordados mais horas do que o nosso corpo merece, trabalhamos acima do que realmente deveríamos e, permitimo-nos muito menos momentos de descanso do que realmente precisamos.

 

Daqui, resultam invariavelmente situações de fadiga, fraqueza e stress, este último, muito associado ao estilo de vida ocidental. Considerando o stress, como o conjunto de perturbações que ocorrem no nosso organismo, quando estamos perante um estímulo ou um agente agressor, podemos compreender que, nem todo o stress é negativo. É, pelo contrário, necessário à nossa sobrevivência, uma vez que, através da libertação de várias hormonas, entre elas a adrenalina e o cortisol, nos aguça os sentidos e nos prepara para a resposta - lutar ou fugir. Compreendemos o stress como prejudicial, quando passa a ser crónico, ou seja, quando vivemos num estado de ansiedade permanente, com constantes descargas de hormonas de ação. 

 

Se considerarmos que, o simples ato de acordar pela manhã nos exige um pequeno nível de stress, (de forma a nos adaptarmos à nova condição – antes a dormir, agora acordados), compreendemos como, ao longo de um dia normal, a nossa resposta ao stress é constantemente ativada. A criança que cai ao chão, uma buzinadela, a porta que quase se fecha, a reunião à qual chegamos atrasados. Todas estas pequenas situações do dia-a-dia, despoletam reações internas, que balançam o processo de homeostase (equilíbrio) do nosso organismo. Torna-se assim premente, nutrir este mesmo organismo, de hormonas que reponham o equilíbrio e contrabalancem o processo. Se, sempre que dormimos, repomos estas hormonas de forma inconsciente, o que se pretende com o Yoga restaurativo, é que nos permitamos ativar esta resposta de relaxamento profundo, de forma deliberada e consciente.

 

A proposta é que, de um modo geral, baixemos o estandarte do stress. Que deixemos de crer que, para sermos bem-sucedidos temos de ser (ou parecer) stressados. Que podemos ser ativos, ocupados e requisitados sem parecer que nos vamos afogar a qualquer momento. Nesta premissa, reúnem-se não só os estudos que justificam o Yoga restaurativo, mas também o Mindfulness e todas as terapias/filosofias que estimulam a pausa e a atenção plena ao aqui & agora.  

 

No que toca ao Yoga restaurativo, eu, sou só uma curiosa! Será a minha amiga Bárbara Espírito Santo quem terá a mestria de nos conduzir numa sessão completa! Permitamo-nos parar. 

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 (foto da aula aberta de Yoga restaurativo da Bárbara, no Prema Yoga, Oeiras)